quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Fiona e a modernidade na idade média


                
               Há algum tempo, eu e minha mãe estávamos olhando um programa de TV onde apareceu uma mulher vestida de Fiona. Minha mãe logo disse:
              "Se for olhar, a Fiona é uma representação de uma mulher moderna, mesmo na idade média."
                Na hora, eu não dei muita bola pra isso, mas depois parei pra pensar.
                Na história, o Shrek negocia com um rei, para resgatar a mulher amada do príncipe (vulgo Fiona) e assim o rei o deixaria viver feliz no pântano que o ogro vive.
                Então Shrek parte para a torre, onde resgata a Fiona juntamente com o Burro, seu ajudante insuportável. Enfim, ele salva a Fiona, e ela acha uma afronta ser resgatada por um ogro. No fim se descobre que ela se transformava em ogra a cada por do sol, e escolhe se casar com o ogro com boa índole (e consequentemente se tornar ogra pra sempre) e não com o príncipe bonitinho idiota.
                Mas onde entra a história da mulher moderna aí?
                A Fiona em momento algum ficou sentada esperando alguém defendê-la. Ela mesma correu atrás de suas batalhas, ela decidiu fazer o que ela queria e não o que os outros disseram para ela fazer. Ela não se importou se alguém a chamou de idiota por casar com o ogro, e não com o príncipe. Ela corre atrás do que ela quer e não ta nem aí para o luxo de um castelo, ela só quis ser feliz e sabia que com o príncipe ela não ia conseguir isso.
                Na vida, é assim. A gente não pode ficar sentado esperando a vida jogar um príncipe na nossa cara, ou um castelo, ou sei lá o que. Às vezes, a gente deixa de fazer algo que a gente quer só por que as outras pessoas querem que a gente faça, ou então a gente muda o nosso jeito de ser só pra conseguir ter tal coisa. Precisamos correr atrás do que a gente quer, tal como a Fiona, lutar em nossas próprias batalhas e fazer o que NÓS mesmos queremos, afinal de contas, só se vive uma vez.

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